C Cadernos de Antônia1889 — 1930

O Projeto

Aplicação da teoria da História de Walter Benjamin a fatos da Primeira República brasileira, com ensaios e ficção sobre a época e seu contexto internacional.

Guerras da República

Três livros acompanham a história de uma família desde o último baile do Império brasileiro, em novembro de 1889, até as vésperas da Primeira Guerra Mundial, fazendo uma única pergunta: o que acontece com as pessoas, e com um país, quando uma guerra justa é perdida e a injustiça continua sob um nome diferente?

Uma cilada de ideais, título do primeiro capítulo do Livro Primeiro, resume aquilo que foi a instauração da República no Brasil. Os dois livros seguintes ampliam essa ideia, fazendo referência em seus títulos ao poema Tabacaria, de Fernando Pessoa, e à obra de Robert Musil, O homem sem qualidades.

Nossa Vendeia

Euclides da Cunha chamou Canudos de a nossa Vendeia. A frase é tomada aqui como imagem dialética no sentido de Walter Benjamin. Se a França fez sua revolução em 1789 e o Brasil em 1889, então a Vendeia de 1793 tem sua correspondência na Revolução Federalista de 1893. Canudos e a Revolução Federalista são lidos como duas fases de uma mesma Vendeia brasileira.

O interminável século XIX

A promessa de progresso linear formulada por Comte, industrializada por Saint-Simon, poetizada por Verne e exportada pelo imperialismo europeu trazia em si os instrumentos da sua própria destruição. Marcou a Primeira República na sua bandeira, Ordem e Progresso. Mas a racionalidade do progresso precisava de violência irracional. A ordem vinha antes do progresso. E a ordem custava sangue.

A autora

Miriam GD Freitas é autora da trilogia Guerras da República e de Noventa e três & Walter Benjamin. Escreve sobre história, literatura e filosofia.

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