C Cadernos de Antônia1889 — 1930

Coleção de Ensaios

Treze ensaios sobre a Primeira República, lidos através da categoria benjaminiana da Origem.

01

O Porto de Torres

Como o projeto imperial do Porto de Torres foi desmantelado pela nascente República e desviado pelas oligarquias.

02

Café e Poder

A lavoura paulista convertida em máquina de Estado, e o Estado em instrumento da lavoura.

03

A Invenção dos Doutores

A credencial universitária como aduana: um filtro que converteu mobilidade social em privilégio hereditário.

04

Avenidas e Monumentos

As reformas urbanas lidas com Benjamin: nenhum monumento de cultura que não seja também de barbárie.

05

Guerras da República

Entre 1891 e 1897 a República mobilizou Exército, Marinha e polícias contra a própria população.

06

A Origem, uma janela metodológica

A Origem benjaminiana como imagem dialética, o fractal, o turbilhão e o freio de emergência da história.

07

Por que Goethe

A mania oitocentista da causa única, o erro de tomar uma totalidade por causa, e por que a Origem se lê como se lê um turbilhão.

08

O dia que podia ter sido outro

O 15 de novembro como sistema caótico, os cem anos entre 1789 e 1889, e um exemplo para a autossemelhança não ficar no ar.

09

Quem copiava

Aquarela do Brasil era cívica demais e Carinhoso era imitação de americano, enquanto a política encenava 1789 linha por linha.

10

A cada um o seu mito

A República era doutrina de academias e quartéis, alheia à população: a ruptura entre a elite intelectual e o povo, e as duas mitologias que dela nasceram.

11

Os mesmos homens

A continuidade entre o Sul e o sertão: o oficial que permitiu o saque de Bagé em 1892 e comandou Canudos em 1897, e o presidente que foi Pacificador num e despachou o outro.

12

A pós-história da Origem

Toda Origem tem pós-história, e é por ela que se torna legível: a imagem dialética como forma híbrida de temporalidades, e por que ela se lê num momento de perigo.

13

A gramática do turbilhão

Como os conceitos de Benjamin, Spinoza e Wittgenstein foram reificados, por que sempre do mesmo modo, e o que a gramática tem a ver com a forma de um turbilhão.